domingo, 22 de janeiro de 2012

Luzes, câmara, ação!!!!

Ainda não havia inaugurado o novo ano aqui no blogue, mas foi uma decisão deliberada e não apenas pela azáfama em que tenho estado embriagada. Foi com toda a sobriedade que não fiz nenhum balanço de final de ano e mais lúcida ainda que também não esbocei nenhuma linha orientadora para 2012...
Pragmaticamente, o guião já está feito há muito e vem sido adiada a escolha das personagens e do soltar do grito de ordem: "Luzes, câmara, ação!"... Escrevi com tenuidade alguns esboços da caraterização necessária mas, qual constante da vida, as surpresas vão surgindo e nem sempre nos conduzem a um ensaio geral mas, por vezes, a uma rebuscagem de episódios já vistos e cujo final já conhecemos tão bem...
A vida, encarada como simples soma das partes, é uma peça de teatro em que o direto é a dinâmica e os imprevistos conferem riqueza aos intervenientes mas nem todos os dias e nem todos os seres conseguem assumir a imprevisibilidade como ponto de partida ou de chegada e são toldados pela incapacidade de aplaudir as pequenas vitórias e as grandes derrotas como pontos de partida para novos capítulos...
Por certo nenhum ser é capaz de encarar a vida só como comédia, só como drama, só como suspense, só como thriller.... É necessário que todos os géneros nos pertençam e enriqueçam a nossa personagem e cenários para que pela experimentação sejamos capazes de nos identificar e enriquecer enquanto atores deste processo.
De momento, pauta-me a sensação de que preciso apenas de rir, chorar, aplaudir, gritar, amar, "desgostar", viver...tudo com a intensidade de um direto mas assumido como se permitisse ensaios e o fosse fazer muitas e muitas vezes, porém nunca sabendo quando é a última...
Mesmo sem ser sob as luzes da ribalta sinto que o pano abriu e eu abracei o palco com a necessidade de experimentar narrar-me e representar-me, mesmo sem espreitar se o público estava pronto ou as luzes meticulosamente prontas para captarem todos os movimentos... E aos que me assistem não garanto um espetáculo hilariante, coeso ou bem estruturado... apenas EU!
Até já...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Eu, tu,....nós..... eles.

Depois de várias missões que não sei se me ensinaram tudo o que eu poderia reter ou, por outra, se eu tive capacidade para assimilar as lições que devia, um pensamento emergiu em força na minha mente: até a conjugação de verbos começa pela primeira pessoa do singular:EU, só mais à frente surge o TU e o ELES é mesmo a última pessoa gramatical. Porquê??? Parece-me evidente que reflete fielmente a maneira como vivemos:primeiro eu! Não é que me choque esta ideia se tida com conta, peso e medida e não levada ao extremo que cada um confortavelmente passou a adotar como forma de vida...
Estranhamente, não sinto falta de pensar mais em mim pois sempre me senti bem com o "nós" no sentido humanitário, considerando-me parte de um mundo que, ao desejar ideal, acabo por querer também o melhor para mim.
Mas não faço... mas não sou... Mas erro... Mas magoo... Mas parece que as lições nunca são suficientes... E nem mesmo se fossem em castelhano... espanhol....ou whatever... porque parece que até nessa língua sou cruel....
Por isso, enquanto não chego a um "nós" em que eu saiba respeitar o "tu" terei que aprender a educar o "eu"... ´
Até já....

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Liberta-te.....

Somos responsáveis pelo que temos mas também pelo que não temos... Estranhamente raras vezes paramos para pensar que se ainda não atingimos alguns patamares é porque não estamos a permitir que as energias necessárias para lá chegarmos sejam ativadas. Elas existem mas não as estamos a deixar fluir por nos concentrarmos demais naquelas que nos fizeram perder algo... E se não tivermos perdido? E se apenas tiver mudado de sítio? É que não existem energias más, apenas forças que agem por secções... Mas a sensação de "deixar de ter" é sempre complicada de gerir, aflitiva até em certa medida até a conseguirmos segmentar em todos os items que isso irá renovar em nós.
Somos responsáveis pelas lágrimas que choramos mas também por aquelas que fazemos chorar. Mas entre umas e outras todas elas servem certamente para purificar... E quantos de nós ousam assumir que às vezes só estamos a ajudar os outros provocando-lhes essa catarse? Parece cobardia ou egoísmo dizer que nos sentimos aliviados por termos conseguido que alguém chorasse mas acredito hoje tratar-se apenas de um dos maiores degraus para conduzirmos alguém a um nível acima, a um espaço na alma capaz de agora acolher novas sensações que até então não conseguia pois esse espaço estava ocupado pelas lágrimas que não se derramavam. Às vezes é mesmo preciso reciclar os espaços em nós, permitir que se troquem as emoções para percebermos que a liberdade de escolher as dinâmicas que queremos que nos povoem e preencham como seres é nossa e que dela surgirão sempre novos domínios de nós.
Hoje acredito que não terei conseguido com as palavras certas fazer-te acreditar que sei que algo melhor e maior te está guardado e que eu fui apenas ponte para chegar lá mas....que recebas essa mensagem no silêncio do que nunca te direi mas que sempre acreditarei... Liberta-te...O Mundo é só o começo!
Até já

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Simples,não?

As coisas simples da vida conseguem, quase sempre, que me sinta plenamente feliz. Porém, a simplicidade parece não ser fácil de conseguir e menos ainda de manter. Vivemos tempo demais presos à ideia de que para alcançarmos uma plenitude temos que ser mais e melhor mas no fundo para ser grande basta ser inteiro... Mais tempo ainda perdemos a acreditar que para sermos inteiros temos que ter alguém que nos complemente... É falaciosa esta forma de pensar que tanto oprime a identidade própria, a vinculação de valores, a enraização de projetos e a posta em prática dos nossos recursos físicos e humanos para sermos cada vez mais simples...
Gosto tanto das coisas simples que até se torna complicado... dançar à chuva, andar descalço, comer a parte do meio das torradas... Simples, não?
Porque tendemos a complicar os nossos mais pequenos desejos e dar-lhes uma dimensão incomensurável que às vezes nem cabe em nós? As coisas devem ter a dimensão que têm. Nada mais que isso...
Até já...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nada é vazio...

Ditam as leis da Física que "Nada é vazio", pois mesmo quando se muda alguma coisa de lugar esse espaço é ocupado por átomos, ar... Por isso, não há também em nós nada que permaneça vazio após uma mudança, após algumas alterações estratégicas ou mesmo inesperadas. Quando tendemos a sentir que um vazio se apodera do que sentimos ou pensamos podemos sempre encará-lo na perspetiva de que estamos apenas a renovar-nos de ar, a oxigenar espaços, por forma a conferir-lhes um caráter de renovação, capaz de acolher novas sensações e desafios.
Se sinto o vazio? Tempos houve em que tinha espaço para o vazio, contudo o crescer de mim própria fez-me ver que preencho todos os lugares de mim, os de dar e os de receber, os de pensar e os de agir, os de idealizar e os de realizar...
Naturalmente, e como não só de Física nos tratamos, surgem fases de reflexão durante as quais equaciono a dimensão dos espaços ocupados e a eventual necessidade de os reciclar... Por ora, mantenho a sustentabilidade dos projetos que tracei para mim, encaro-os como sendo a linha que continua a fazer sentido seguir por maiores que sejam os desvios, mas procuro encará-los como um núcleo de pilotagem para passar à fase seguinte, melhor pensada, mais validada em experiências e com mais objetivos. Por isso, mais do que procurar os vazios, procuro as razões; mais do que tentar preencher espaços, procuro dar-lhes sentido e muito mais do que me "encher de gente", prefiro a "gente cheia" de significado para mim.
Pragmaticamente, acho que toda esta contextualização se resume muito facilmente na ideia base de que nada é vazio, nem mesmo quando o vazio aparenta ser o mais garantido porque afinal de garantido temos apenas uma coisa na vida...
Até já.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Querer e poder...

Querer e poder são dois infinitivos verbais bem distintos, apesar de na prática muita gente tender a confundi-los ou a dar-lhes jeito essa "pequena" troca de palavras...
Ouve-se com frequência um "Não posso..." quando tantas vezes a verdade é "Não quero.... (mas não fica bem dizer assim)". Também o "Não quero...." tantas vezes substitui um "Não posso.....(mas gostava tanto!)".
Portanto, numa altura em que tanto temos a mudar nos nossos hábitos de escrita devíamos também fazer o esforço por mudar os nossos hábitos de discurso e fazê-lo refletir aquilo que realmente pretendíamos dizer, não vá quem nos ouve interpretar à letra e depois ficar perdido no jogo de palavras...mais do que um acordo ortográfico, meus caros, precisamos urgentemente de um acordo connosco próprios e perceber até que ponto não estamos a poluir a genuinidade das intenções de discurso. Tudo bem que às vezes nos dá jeito fazê-lo mas.... não queiramos depois acreditar naquilo que estamos a tentar fazer passar como mensagens aos outros porque pior do que tentar convencer alguém é tentar convencermo-nos...
E de que falo? De qualquer pedra da calçada em que eu posso até tropeçar mas não quero!!!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O primeiro triunfar

Saído de um pequeno casulo
Caminhaste degrau a degrau
No crescimento até àquela imensa porta
Que termina neste primeiro triunfo.

Juntos percorremos esses degraus
Que a vida nos vai dando
Com tristezas e alegrias
Como as cores do arco-íris…

Com sorrisos e lágrimas
Reflectidas no quadro onde passearam
As vogais e consoantes
E os números das várias operações
No aprender e descobrir!

Hoje começa a fechar-se aquela porta que já conhecias de cor
E assim comemoraremos o primeiro triunfo
Que começa um novo mundo
Onde o crescimento da aprendizagem
Será tão maravilhoso como o teu crescer.

A ti,Alexandre, Ana Beatriz, Beatriz, Carolina, Catarina, Cláudia, Diogo, Fábio, Francisco, Guilherme, Gui, Ishan, João, Rui e Sofia,
Obrigada por teres saído do meu casulo!

Finalistas.... os meus meninos estão prestes a alcançar o primeiro grande triunfo...
Entre risos, sermões, aprendizagens e cumplicidades os nossos caminhos entrosaram-se e foram um só mas agora novos rumos irão surgir... vivemos este fim-de-semana o culminar da vossa homenagem com a entrega das fitas e diplomas, pequenos símbolos de toda a amizade que vos dedicamos e, acima de tudo, como reconhecer de um pequeno grande passo. Por agora, para abafar a saudade resta-me recordar a cada minuto que "aqueles que passam na nossa vida não partem sós e não nos deixam sós pois deixam sempre um pouco de si e levam um pouco de nós". Obrigada por tudo o que deixam na minha vida, todos os silÊncios em que tanto me disseram, todos os abraços em que tanto me fortaleceram, todos os beijinhos que nunca foram demais... Caminho convosco para sempre porque essa é a missão que me pede o coração, que todos os vossos sucessos sejam sempre divididos com alguém que vos ama profundamente e que continua a celebrar este contrato convosco...
Hoje mais do que nunca tenho mesmo que ser um Ate já....