segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Não tenho filosofia...

"Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência é não pensar..."


(Alberto Caeiro)

Até já...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

And all I can taste is this moment...

And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am

Até já....

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aprender....

Aprendi....que ninguém é perfeito
enquanto não te apaixonas.
Aprendi....que a vida é dura
mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem
aquelas que desperdiças... alguém as aproveita
Aprendi que...quando te importas com rancores e amarguras
a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que... devemos sempre dar palavras boas...
porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que...um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto...
mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...quando o teu filho recém-nascido
segura o teu dedo na sua mão tem-te preso para toda a vida
Aprendi que...todos querem viver no cimo da montanha...
mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que... temos que gozar da viagem
e não apenas pensar na chegada.
Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstancias...
quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça...
mais coisas posso fazer.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"O todo...."

"O todo é mais que a soma das partes..." Muito mais do que uma interpretação psicológica da afirmação é uma verdade que me merece uma reflexão realista e prática. Se pensarmos na vida como um todo parece fazer sentido concordar que o todo é muito mais que a soma da nossa parte física, social, pessoal e profissional mas sim a conjugação dessas partes com todos os factores externos que se tornam parte intínseca deste processo contínuo de construção de um todo, uma plenitude.
Conseguirá o ser humano alguma vez ser "um todo"? Não querendo parecer pessimista acho que é difícil, embora também possa encarar esta minha opinião como uma vontade de querermos sempre mais e melhor para nós, ambicionar chegar mais longe do que já chegámos ou simplesmente nunca estagnar na convicção de que já nos sentimos um todo.
Naturalmente seria mais confortável acreditar que alcançámos o conjunto idílico mas acredito que há sempre uma parte que está menos conseguida e que se reflecte na harmonia do conjunto. Pessoalmente tenho que me concentrar nas partes, elas têm urgentemente que ser bem conjecturadas de modo a que o todo possa um dia ser alcançado, não como uma projecção do que desejo mas sim como uma reflexão do que tenho. Às vezes o que temos pode até não ser o que gostaríamos mas pode bem ser um ponto de partida para novos rumos.
Sumariamente, tenho tido pouca energia para fazer da soma das partes o todo ideal mas sei com toda a convicção que me empenho em cada parte, que as vivo com a certeza de que temos que ser inteiros no que fazemos e de que às vezes temos mesmo que "fazer o que ainda não foi feito", sendo que somos nós os principais responsáveis por não corrermos riscos de fazer, de sentir, de viver.... Por agora vou-me agarrando à certeza de que caio várias vezes mas só isso me dá a certeza de que estou a caminhar, depressa, devagar....parar é que não porque eu acredito....
Até já...

As árvores morrem de pé...

Pensei que podia ser um daqueles dias em que nada se passa e tudo pode acontecer... Aliás, assim são todos aqueles do intervalo desde o dia que nascemos e aquele em que deixamos de viver pois no fundo mesmo os nossos mais rebuscados projetos de vida podem simplesmente desvanecer de um segundo para o outro sem que possamos evitar. Naturalmente gostamos de acreditar que devemos traçar rumos e delinear estratégias mas cansa colher imprevistos após imprevistos e encaixá-los em estruturas de nós...
Tenho procurado aceitar e ultrapassar os momentos menos positivos desta viagem mas contra ventos e marés a vontade é a de não remar por um tempo e ir ao sabor do vento, esperando pelas praias onde isso me vá levar.
Num momento de silêncio oiço ecos dos últimos dois anos de vida e adensa-se a memória de várias etapas delicadas que foram ciclicamente surgindo, encaradas a maior parte das vezes como fases mas que inevitavelmente convergiram numa espiral de pensamentos, sentimentos e cicatrizes profundos.Ultrapassá-los significa, claramente,ter a convicção de que uma força Hercúlea nos moveu mas quão breve é esse momento em que nos sentimos no topo do mundo que basta uma brisa mais afoita para nos fintar. E nós voltamos a balançar, esquecendo-nos que antes já éramos capazes de enfrentar a tempestade...
Hoje nem escrevo com muita lucidez, talvez seja isso que ainda salva o texto, isso e o fato de estar a reger-me pelo novo acordo ortográfico. Hoje apenas há passagem de palavras vividas e sentidas a palavras escritas por destilação de todos os álcóois que se evaporam e fazem deixar no fundo o mais pesado, o que mais marca um composto... Dentro de mim fica o significativo, para fora decanto o que aos olhos de quem apenas vê parece bonito....
Hoje, como apenas uma de muitas vezes, é o dia em que repito vezes sem conta "As árvores morrem de pé" apenas para me lembrar que essa é a postura que as dignifica e as faz ter aquele porte altivo, misterioso até e, sem dúvida, capaz de resistir sempre de pé.
Contra tudo aquilo que neste momento me pede o meu corpo, a minha alma, o meu coração, a única hipótese é mesmo só a de ser uma árvore alta e desejar que ao menos lá de cima eu não encontre uma árvore que me faça feliz, que se torne parte da minha vida, que me faça sonhar com ela e depois ela pegue nas suas raizes e se mude de lugar.... Mas mesmo que mude,eu estou no mesmo sitio a sentir o mesmo.... E aqui morrerei de pé, com a dignidade de uma árvore que sabe ser arbusto quando tem que ser mas que anseia um dia dar flor e fruto...
Até já....

terça-feira, 1 de junho de 2010

Viver despenteada....

"Decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é bom, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto, enruga.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...
- Fazer amor - despenteia.
- Nadar - despenteia
- Pular - despenteia.
- Tirar a roupa - despenteia.
- Brincar - despenteia.
- Dançar - despenteia.
- Dormir - despenteia.
- Beijar com ardor - despenteia.

É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide andar na montanha russa, que aquela que decide não subir.

Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres:
Entrega-te, come coisas gostosas, beija, abraça,
dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta,
dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável,
admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:
Deixa a vida despentear-te!!!!

O pior que pode acontecer é que precises de te pentear de novo..."

Até já :)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Medo....

Devíamos aprender a valorizar o medo nas nossas vidas.... Hoje, talvez toldada pelo turbilhão de emoções que se impõem nos vários parâmetros da minha vida neste momento, acordei (se é que dormi.... :/) com a ideia fixa de que devia ter medo mais vezes... O medo de perder, o medo de não acordar, o medo de sofrer, o medo até de viver... Porque acima de amar a vida confesso que não tenho estado a respeitá-la o suficiente tomando tudo como garantido, imutável e constante...
"Devia ter amado mais, sonhado mais, ter visto o Sol nascer...", acho que é assim que versa a letra de uma música... Pois eu sinceramente acho que é disso tudo que eu devia ter medo... O medo de gostar, esse, apenas no sentido com que me atinge hoje mais do que nunca, me faz não controlar um movimento trémulo que descontrola os meus gestos e me faz sentir o sabor do sal das lágrimas que sem pedir licença correm em fio pelo pânico que se assola de mim neste momento, apesar de todo o pensamento optimista que quero manter mas... ninguém merece sequer ter esta hipótese para encarar e sei que nunca estou preparada para estes dias "decisivos"... Por isso eu digo que mais dias da minha vida eu devia sentir este medo de te perder, para assim dar-te ainda mais valor e relativizar com mais força as coisas realmente pequenas.
Eu devia sim ter medo de sonhar, apesar de não acreditar no sonho cor-de-rosa, na utopia e na ilusão... A idade e a experiência podem não servir para muito mais mas seguramente que nos fazem dissipar os olhos embaciados com que por vezes gostávamos de olhar para as situações e torná-las douradas...Eu devia ter medo de não acordar amanhã, sim, esse eu devia ter mais do que qualquer pessoa porque me lembro claramente que já senti na pele a realidade de ter noção que a minha vida estava por um fio, que aos 27 anos eu perdia a juventude, o riso, o crescer dos meus sobrinhos, as minhas realizações como ser humano, como mulher, como mãe um dia que quero ser.... Tive medo aí e "obriguei-me" a lembrar desse dia cada vez que estivesse a perder demasiada energia com coisas que posso controlar mas depressa o perdi à medida que simplesmente me fui limitando a ser eu própria e a sentir e vivenciar as experiências com a intensidade que acho que me merecem... Não me arrependo, em nenhum momento, dos medos que tenho quando eles servem para me fazer ver o valor das coisas e esses acredito mesmo que eu devo valorizar... Arrependo-me dos medos que não tive no momento certo e depois me fazem perceber que o tempo não volta atrás, que há palavras que já não se podem dizer, que há pessoas que já não podemos abraçar, que o sol não deixa de nascer para o mundo mas para as pessoas deixa...
Hoje o medo impera... Medo.... Sem vergonhas, sem subterfúgios, choro esse medo representando todas as valências da minha vida em que neste momento me sinto vazia...
Acima de tudo, aprendo mais uma vez, que os medos às vezes servem para me lembrar que sempre lutei desde que me conheço por gente para os combater, mesmo que isso signifique derramar algumas lágrimas pelo meio, mas nada chega à sensação de que para ser grandes temos que ser inteiros... Viver a cinquenta por cento para mim não é uma hipótese... Por isso das vezes em que tenho coragem para ter medo é porque realmente há um significado enorme por trás....
Até já....